Xantomas na Pele: 5 Tipos, Causas e Tratamentos Dermatológicos

Saiba o que são os xantomas na pele, quais são os 5 tipos principais, suas causas (incluindo dislipidemia), como são diagnosticados e quais tratamentos dermatológicos estão disponíveis.
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O que São Xantomas?

Os xantomas na pelesão depósitos de lipídios (gordura) na pele e tendões, que se formam como resultado do acúmulo de macrófagos carregados de colesterol (células espumosas) nos tecidos. Clinicamente, manifestam-se como pápulas, placas ou nódulos de coloração amarelada, que variam em tamanho e localização conforme o tipo.

Os xantomas na pelegeralmente são sinal de alerta para distúrbios do metabolismo lipídico (dislipidemias), como hipercolesterolemia familiar, hipertrigliceridemia e outras hiperlipidemias primárias ou secundárias. Em alguns casos, também podem estar associados a doenças hepáticas, diabetes mellitus ou ao uso de determinados medicamentos. O diagnóstico precoce é fundamental, pois os xantomas podem indicar risco elevado de doenças cardiovasculares.

5 Tipos de Xantomas

1. Xantelasma

O xantelasma é o tipo mais comum de xantoma. Apresenta-se como placas amareladas, macias, levemente elevadas, localizadas nas pálpebras superiores e inferiores. É mais frequente em mulheres de meia-idade. Cerca de 50% dos pacientes com xantelasma apresentam dislipidemia, mas pode ocorrer também em indivíduos com perfil lipídico normal.

2. Xantomas Tendinosos

São nódulos firmes que se formam sobre tendões, especialmente o tendão de Aquiles, os extensores dos dedos e o tendão patelar. São altamente específicos de hipercolesterolemia familiar (HF), uma doença genética grave com risco elevado de infarto precoce. A palpação revela nódulos endurecidos ao longo dos tendões.

3. Xantomas Tuberosos

São nódulos ou massas amareladas, firmes, localizados sobre proeminências ósseas — principalmente cotovelos, joelhos e calcanhares. Estão associados a hipercolesterolemia grave (familiar ou adquirida) e hipertrigliceridemia. Podem coalescer formando grandes massas (xantomas tuberoeruptivos).

4. Xantomas Eruptivos

Surgem abruptamente como múltiplas pápulas pequenas (2-5 mm), amareladas com halo eritematoso, distribuídas principalmente nas nádegas, ombros, face extensora dos membros e tronco. São característicos de hipertrigliceridemia grave (triglicérides acima de 1000 mg/dL) e podem regredir rapidamente com o controle dos triglicérides.

5. Xantomas Planos

São lesões planas ou levemente elevadas, de coloração amarelada, que podem ocorrer nas palmas das mãos (xantomas palmares estriados — patognomônicos de disbetalipoproteinemia), nas dobras cutâneas ou de forma difusa pelo corpo. O xantoma plano difuso pode estar associado a gamopatias monoclonais e leucemia.

Causas dos Xantomas

As principais causas dos xantomas incluem dislipidemias primárias (genéticas) como hipercolesterolemia familiar, hipertrigliceridemia familiar e disbetalipoproteinemia; dislipidemias secundárias associadas a diabetes mellitus tipo 2 não controlado, hipotireoidismo, síndrome nefrótica, colestase hepática e alcoolismo; e uso de medicamentos como corticoides, estrógenos, retinoides e antirretrovirais.

Como é Feito o Diagnóstico

O diagnóstico dos xantomas é primariamente clínico, baseado nas características visuais e na localização das lesões. O dermatologista realiza a correlação clínica e solicita exames laboratoriais: lipidograma completo (colesterol total, LDL, HDL, triglicérides), glicemia, função tireoidiana, hepática e renal. Em casos selecionados, biópsia de pele pode ser realizada para confirmação diagnóstica — que revela células espumosas (macrófagos com lipídios) na derme.

Tratamentos para Xantomas na Pele

O tratamento dos xantomas na peleenvolve duas frentes complementares: o controle da causa subjacente (dislipidemia) e a remoção das lesões, quando indicada.

Para o controle da dislipidemia, as principais medidas incluem mudanças no estilo de vida (dieta hipocolesterolêmica, redução de açúcares e gorduras saturadas, atividade física), uso de estatinas (para reduzir LDL), fibratos e ácido nicotínico (para hipertrigliceridemia) e tratamento das doenças de base.

Para a remoção das lesões cutâneas, as opções incluem excisão cirúrgica (padrão ouro para xantomas maiores), eletrocauterização (para xantelasmas e lesões menores), laser de CO₂ ou Er:YAG (para xantelasmas, com bons resultados estéticos e menor risco de cicatriz), crioterapia e ácido tricloroacético (TCA) tópico. É importante ressaltar que a remoção das lesões sem o controle da dislipidemia leva à recidiva.

Xantomas e Risco Cardiovascular

A presença de xantomas, especialmente tendinosos e tuberosos, é um marcador importante de risco cardiovascular elevado. Pacientes com esses achados devem ser encaminhados para avaliação cardiológica e acompanhamento conjunto entre dermatologista e lipidologista/cardiologista. A hipercolesterolemia familiar, frequentemente associada aos xantomas tendinosos, é responsável por infarto do miocárdio prematuro em jovens.

Quando Consultar o Dermatologista

Consulte um dermatologista ao notar lesões amareladas na pele, especialmente nas pálpebras, tendões ou proeminências ósseas. O dermatologista é fundamental tanto para o diagnóstico correto dos xantomas quanto para a investigação das causas e tratamento das lesões. Veja também sobre Manchas na Pele, Vitiligo e Câncer de Pele.

Para mais informações sobre dislipidemia e saúde cardiovascular associada à pele, acesse a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Dermatologia e Alergologia. Saiba mais também sobre Celulite e Rejuvenescimento das Mãos.