O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apesar dos números preocupantes, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura. Por isso, conhecer os sinais de alerta, adotar hábitos de prevenção e fazer acompanhamento com um dermatologista são atitudes fundamentais para proteger a sua saúde.
O que é o câncer de pele?
O câncer de pele é uma proliferação anormal e descontrolada das células da pele. Ele surge, principalmente, em áreas expostas ao sol, como rosto, pescoço, braços e pernas, mas pode aparecer em qualquer região do corpo. A principal causa é a exposição excessiva e sem proteção às radiações ultravioleta (UV) do sol e de câmaras de bronzeamento artificial.
Principais tipos de câncer de pele
Existem diferentes tipos de câncer de pele, e cada um tem características, comportamentos e formas de tratamento distintos. Os principais são:
1. Carcinoma Basocelular
É o tipo mais frequente, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Cresce lentamente e raramente se dissemina para outros órgãos. Geralmente aparece como uma lesão brilhante, rosada ou perolada, que pode sangrar ou formar crosta. Tem bom prognóstico quando tratado precocemente.
2. Carcinoma Espinocelular
Representa cerca de 25% dos casos e tem maior potencial de invasão local e de metástase em comparação ao carcinoma basocelular. Surge frequentemente em áreas de pele danificada pelo sol ou em cicatrizes antigas. A lesão costuma ser avermelhada, escamosa e pode ulcerar.
3. Melanoma
Apesar de representar menos de 5% dos cânceres de pele, o melanoma é o mais grave devido ao seu alto potencial de metástase. Origina-se nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Pode surgir em qualquer local, inclusive em áreas sem exposição solar. A identificação precoce é essencial para o sucesso do tratamento.
Como identificar: a regra do ABCDE
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, especialmente o melanoma, os dermatologistas utilizam a regra do ABCDE:
- A – Assimetria: uma metade da lesão não é igual à outra.
- B – Borda: bordas irregulares, recortadas ou mal definidas.
- C – Cor: variação de cores dentro da mesma lesão (marrom, preto, vermelho, branco ou azul).
- D – Diâmetro: lesões maiores que 6 mm merecem atenção.
- E – Evolução: qualquer mudança em tamanho, forma, cor ou sintoma deve ser avaliada.
Se você perceber qualquer uma dessas características em uma pinta ou lesão da pele, procure um dermatologista imediatamente.
Fatores de risco para o câncer de pele
Algumas pessoas têm maior predisposição ao desenvolvimento do câncer de pele. Os principais fatores de risco incluem: pele clara, cabelos e olhos claros; histórico familiar ou pessoal de câncer de pele; exposição solar intensa e prolongada; uso de câmaras de bronzeamento; imunossupressão; histórico de queimaduras solares graves na infância e adolescência; e presença de muitos nevos (pintas) atípicos.
Como prevenir o câncer de pele
A boa notícia é que o câncer de pele é amplamente prevenível. As principais medidas de prevenção são:
- Usar protetor solar com FPS 30 ou superior todos os dias, mesmo em dias nublados.
- Reaplicar o protetor solar a cada 2 horas, especialmente após suor ou banho.
- Evitar a exposição solar nos horários de pico (das 10h às 16h).
- Usar roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e óculos de sol.
- Jamais utilizar câmaras de bronzeamento artificial.
- Consulte o INCA – Instituto Nacional de Câncer para mais informações.
- Realizar consultas anuais com dermatologista para avaliação de lesões.
Diagnóstico e tratamento do câncer de pele
O diagnóstico é feito pelo dermatologista por meio do exame clínico, dermatoscopia (exame com aparelho de aumento) e, quando necessário, biópsia da lesão. O tratamento varia conforme o tipo e estágio do câncer, podendo incluir cirurgia de remoção da lesão (exérese), criocirurgia, radioterapia, quimioterapia tópica ou sistêmica e imunoterapia para casos mais avançados.
A importância do acompanhamento dermatológico
A consulta regular com o dermatologista é a melhor forma de detectar precocemente qualquer lesão suspeita. Durante a consulta, o médico realiza o mapeamento total da pele, avaliando todas as pintas e manchas com auxílio da dermatoscopia. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura e menor a necessidade de tratamentos mais invasivos.
Não deixe para depois. Cuide da sua pele hoje e agende uma consulta com a Dra. Letícia Fachinelli, dermatologista especializada no diagnóstico e tratamento do câncer de pele. Sua saúde não pode esperar.